Guia Completo: Como Baixar e Analisar Relatórios no Software DEA CMOS Drake

Guia Completo: Como Baixar e Analisar Relatórios no Software DEA CMOS Drake
Sumário
Notebook exibindo gráficos de ECG no software DEA CMOS Drake para análise de dados pós-atendimento.

Entender como extrair e analisar os dados de um Desfibrilador Externo Automático (DEA) após um atendimento é tão crucial quanto o próprio resgate. Se você precisa gerar relatórios detalhados do seu equipamento, o software Phoenix da CMOS Drake é a ferramenta oficial para essa tarefa. Neste guia prático, vamos mostrar o passo a passo de como baixar, visualizar o traçado de ECG e exportar os eventos registrados pelo seu DEA. Se você ainda não possui o programa instalado, clique aqui para baixar o software Phoenix da CMOS Drake.

Resumo Rápido

  • Extração Simples via USB: O software Phoenix permite baixar o histórico completo de atendimentos do DEA Life 400 conectando o equipamento ao computador via cabo USB.
  • Análise Detalhada de ECG: A ferramenta exibe as curvas de ritmo cardíaco, indicando o momento exato da análise, carregamento e aplicação do choque.
  • Exportação em PDF: É possível gerar relatórios completos com o checklist de eventos e gráficos para anexar a prontuários médicos ou auditorias.

Assista ao Vídeo Tutorial Completo

Para facilitar o entendimento, preparamos um vídeo demonstrando o passo a passo prático de como utilizar o software Phoenix. Assista abaixo antes de seguir para o guia escrito:

A Importância da Análise de Dados Pós-Atendimento

As doenças cardiovasculares são responsáveis por cerca de 400 mil mortes anuais no Brasil, o que equivale a um óbito a cada 90 segundos . Diante desse cenário, a desfibrilação precoce é fundamental, podendo aumentar as chances de sobrevivência em até 75% . No entanto, o trabalho não termina quando o paciente é estabilizado.

A análise dos dados registrados pelo DEA fornece informações vitais para a equipe médica que assumirá o caso no hospital. O equipamento grava o ritmo cardíaco (ECG), os comandos de voz emitidos, a impedância do paciente e o momento exato em que os choques foram aplicados. Se você ainda tem dúvidas sobre as funções desses aparelhos, recomendamos a leitura do nosso artigo sobre como funciona um DEA desfibrilador e suas principais características.

Por que usar o Software Phoenix?

O software Phoenix, desenvolvido pela CMOS Drake, é projetado especificamente para ler os arquivos .LOG gerados pelos desfibriladores da marca, como a linha Life 400. Ele traduz dados brutos em uma interface gráfica amigável, permitindo que socorristas, médicos e auditores revisem a eficácia do atendimento. Estudos recentes indicam que a análise retrospectiva de arquivos de DEA é essencial para avaliar a adesão aos protocolos de ressuscitação e melhorar treinamentos futuros .

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Como Baixar e Usar o Software DEA CMOS Drake: Passo a Passo

Para garantir que você consiga extrair os dados sem erros, siga o fluxo de trabalho abaixo.

Preparação e Conexão

Antes de abrir o programa, crie uma pasta no seu computador (preferencialmente na Área de Trabalho) e nomeie-a com o modelo e o número de série do seu DEA (ex: DEA 3624010337). Conecte o equipamento ao computador usando o cabo USB fornecido. Se a bateria do seu DEA Life 400 estiver descarregada, certifique-se de substituí-la ou ligar o equipamento à rede elétrica (se o modelo permitir) antes de iniciar a extração.

Extração dos Dados

Abra o software Phoenix (caso ainda não tenha instalado, faça o download gratuito no site da CMOS Drake). Na tela inicial, clique na opção “Extração de Dados”.

Inserindo a porta COM e o número de série para iniciar a extração.
  • Verifique na parte inferior da tela qual é a porta de comunicação ativa (geralmente COM1).
  • Digite o número de série do equipamento de forma exata. Um erro de digitação impedirá a conexão.
  • Clique em “Extrair” e selecione a pasta que você criou no primeiro passo. Os arquivos serão salvos nela.

Visualização das Curvas de ECG

Após a extração, volte à tela inicial e clique em “Abrir arquivos”. Selecione os arquivos salvos na sua pasta. O software abrirá automaticamente na aba Curvas.

Aba de curvas exibindo o traçado eletrocardiográfico e os marcadores de eventos.

Nesta tela, você verá o traçado do eletrocardiograma. Balões informativos indicam eventos cruciais, como:

  • Equipamento Ligado
  • Paciente Identificado (Adulto ou Pediátrico)
  • Análise Iniciando / Fim da Análise
  • Choque Autorizado
  • Status da DBI (Tensão de carregamento)

Você pode ajustar o zoom alterando o intervalo de tempo no canto superior direito (de 5 a 60 segundos) para ter uma visão geral ou detalhada do tratamento.

Visualização expandida do tratamento em um intervalo de 60 segundos.

Análise da Tabela de Eventos

Clicando na aba Eventos na parte superior, o software apresenta um checklist cronológico.

Lista cronológica de todos os eventos registrados pelo DEA durante o atendimento.

Esta tabela detalha o horário exato de cada ação, incluindo os resultados do autoteste do aparelho (Bateria OK, Display OK, Pás conectadas) e a impedância medida do paciente. Para ambientes corporativos, manter esses registros é vital. Se sua empresa ainda não possui um desfibrilador adequado, confira nosso guia sobre quais são os melhores modelos de DEA para uso em empresas.

Como Exportar o Relatório em PDF

Para anexar as informações ao prontuário médico, é necessário gerar um documento estático. O software Phoenix facilita essa exportação.

PassoAçãoResultado
1. IniciarClique no ícone “PDF” (Exportar) no menu superior esquerdo.Abre a janela de configuração do relatório.
2. ConfigurarSelecione a data, o tratamento e defina o intervalo da curva (ex: 10 segundos).Define como os gráficos serão divididos no documento.
3. SalvarClique em “Exportar”, escolha o nome do arquivo e o local de destino.O PDF é gerado e salvo no computador.
Configurando os parâmetros para exportar o relatório final em PDF.

O PDF gerado contém um cabeçalho oficial da CMOS Drake, campos para preenchimento manual dos dados do paciente, a tabela completa de eventos e as páginas com os traçados de ECG fatiados conforme o intervalo escolhido.

Exemplo da página de curvas do relatório exportado em PDF.

Autoteste do DEA: O Que É e Como Interpretar no Software Phoenix

Um dos dados mais importantes registrados pelo software Phoenix é o resultado do autoteste do equipamento. O DEA Life 400 da CMOS Drake realiza autotestes automáticos em três frequências: diário, semanal e mensal. Esses testes verificam os componentes internos do aparelho sem qualquer intervenção do operador, garantindo que o equipamento esteja pronto para uso a qualquer momento.

O que o autoteste verifica?

Durante o autoteste, o DEA avalia automaticamente os seguintes componentes:

ComponenteO que é verificadoStatus esperado
BateriaNível de carga e capacidade de entrega de energiaOK
DisplayFuncionamento da tela e indicadores visuaisOK
SdCardIntegridade do cartão de memória para gravação de dadosOK
DSP / ECGProcessador de sinais e módulo de eletrocardiogramaOK
EepromMemória de configuração do equipamentoOK
Periféricos de dadosComunicação entre módulos internosOK
Suprimento de energiaCapacidade de carregar e entregar o choqueOK (ou Falha)
Eletrodos conectadosPresença e integridade das pás de choqueOK
FBR conectadoSensor de feedback de RCPOK
SPO2 / TecladoOxímetro e botões de comandoOK

No exemplo dos relatórios analisados neste artigo, o autoteste registrado em 19/01/2024 às 10:30:31 retornou todos os itens como “OK”, exceto o Suprimento de energia, que apresentou “Falha”. Esse tipo de alerta indica que o equipamento pode não conseguir entregar o choque com a potência necessária, exigindo manutenção imediata.

Por que o autoteste é essencial para a conformidade?

A Anvisa recomenda que todo DEA instalado em ambientes públicos ou corporativos possua um cronograma de manutenção preventiva . O autoteste automático é a primeira linha de defesa contra falhas silenciosas. Sem ele, um equipamento poderia permanecer meses com uma bateria degradada ou eletrodos vencidos sem que ninguém percebesse.

Ao revisar os dados no software Phoenix, o gestor de segurança deve verificar se:

  • Todos os autotestes recentes retornaram status “OK” em todos os componentes.
  • Não há alertas de “Falha” em itens críticos como bateria, suprimento de energia ou eletrodos.
  • A frequência dos autotestes está dentro do esperado (diário, semanal e mensal).

Caso o software indique falha em qualquer componente, entre em contato com a assistência técnica autorizada para agendar a manutenção preventiva ou corretiva do equipamento.

“A manutenção do DEA é essencial para que o equipamento dure por muito mais tempo e esteja sempre pronto para salvar vidas.” — CMOS Drake

Conclusão

Saber operar o software DEA CMOS Drake é uma competência essencial para gestores de segurança do trabalho e profissionais de saúde. A extração e análise correta dos dados via sistema Phoenix não apenas documenta o atendimento de forma legal e médica, mas também ajuda a identificar oportunidades de melhoria nos protocolos de resgate.

Se você precisa atualizar seu sistema ou baixar a versão mais recente, acesse a página oficial de download do software Phoenix da CMOS Drake. E se você está procurando novos equipamentos, veja onde comprar DEA desfibriladores confiáveis com assistência técnica no Brasil.

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Perguntas Frequentes (FAQ)

Como faço o download do software Phoenix da CMOS Drake?

Você pode baixar o software Phoenix diretamente no site oficial da CMOS Drake. É importante verificar a versão correta, pois existem versões específicas para equipamentos fabricados a partir de 2022 (com placa DCU, série iniciando em 36) e versões para modelos anteriores.

O software DEA CMOS Drake funciona em Mac ou Linux?

Não. O software Phoenix foi desenvolvido exclusivamente para o sistema operacional Windows (versões de 32 ou 64 bits).

Por que ocorre erro ao tentar extrair os dados do DEA?

O erro mais comum ocorre devido à digitação incorreta do número de série do equipamento na tela de extração, ou pela seleção da porta COM errada. Verifique o número no chassi do aparelho e certifique-se de que o cabo USB está bem conectado.

O que fazer quando o autoteste do DEA apresenta falha no software Phoenix?

Quando o software exibe “Falha” em qualquer componente do autoteste, o equipamento pode não estar apto para uso em emergências. Verifique se a bateria está dentro da validade, se os eletrodos estão conectados corretamente e entre em contato com a assistência técnica autorizada CMOS Drake para manutenção preventiva ou corretiva.

Com que frequência o DEA Life 400 realiza o autoteste?

O DEA Life 400 da CMOS Drake realiza autotestes automáticos em três frequências: diário, semanal e mensal. Esses testes verificam bateria, display, cartão de memória, módulo ECG, eletrodos e demais componentes críticos, sem necessidade de intervenção do operador.

Referências

[1] Agência Brasil. “Doenças cardiovasculares matam 400 mil brasileiros por ano”. 2024. Disponível em:

[2] SCA-Aware. “Latest Statistics on Sudden Cardiac Arrest”. Disponível em:

[3] Lanzke, K. et al. “Adherence to automated external defibrillator instructions”. Resuscitation Journal, 2026. Disponível em:

[4] Anvisa. “Cartilha de Segurança e Desempenho — Desfibrilador Automático Externo”. Disponível em:

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